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Atlético de Madrid e Chelsea ficam no zero na semi da Champions.

Muita marcação por parte dos ingleses e muita insistência por parte dos espanhóis, prevaleceu a defesa.

Por Paulo Edson Delazari
Ramires e Felipe Luis os brasileiros demonstraram muita vontade neste 0 a 0. (Foto: Getty)

Ramires e Felipe Luis os brasileiros demonstraram muita vontade neste 0 a 0. (Foto: Getty)

Pela primeira semifinal da Champions League 2013/2014, o Chelsea de José Mourinho foi a Madrid no Vicente Calderon para não sofrer gol do Atlético de Madrid. E obteve êxito. Neste zero a zero o que se viu foi muita tensão, erros de passes, cera, etc… Oportunidades verdadeiras, talvez só na segunda partida em Londres.

Desta vez, os 50 mil torcedores que gritaram 90 minutos pelo “Atletic” saíram sem poder festejar um gol. A parede defensiva de Mourinho resistiu a todas as mudanças de Simeone, que alterou a forma de jogar do ataque por duas vezes – testou Diego Ribas, Arda, Villa… mas o muro não ruiu.

A decisão da vaga na decisão ficou toda para Londres, na próxima quarta-feira. O Chelsea joga por uma vitória simples, e o Atlético, por um empate com gols. A se repetir o 0 a 0, as duas equipes disputarão mais 30 minutos de prorrogação e pênaltis.

O duelo tático dos treinadores começou antes mesmo de a bola rolar, com mudanças nas formações tradicionais das duas equipes. No Atlético, Diego Simeone colocou o brasileiro Diego Ribas como titular em lugar de David Villa, com a intenção de poder jogar mais entre as linhas do rival.

No Chelsea, José Mourinho mudou ainda mais; porém, por um motivo defensivo: o português escalou quatro volantes – além do improvisado David Luiz, escalou Mikel, Lampard e Ramires. A ideia era proteger a defesa para sair em contra-ataque. Willian era o jogador de ligação, com Oscar na reserva.

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Raul García ‘se estica’ para dominar a bola para o Atlético de Madrid, sob o olhar de Coe. (Foto: Getty)

Mas a grande personagem da partida era o único atacante do Chelsea: Fernando Torres. Nascido e criado no Atlético, ele voltou ao Calderón pela primeira vez para enfrentar o ex-clube. Foi aplaudido, cumprimentou funcionários e torcedores.

Outra das várias histórias que tornavam o jogo especial era a do goleiro Thibaut Courtois, emprestado pelo Chelsea ao Atlético. O belga precisou de uma intervenção da Uefa sobre uma cláusula contratual para poder jogar. Ainda assim, o Chelsea tinha Petr Cech, um dos melhores do mundo na posição.

Só que, aos 16 minutos, Cech machucou-se depois se chocar com Raul Garcia após um escanteio. O goleiro sentiu dores no ombro direito e não pôde continuar no jogo – ele deixou o estádio imediatamente para fazer exames em uma clínica em Madri. O veterano Schwarzer, de 41 anos, teve de ir para o jogo.

Com quatro volantes e com um goleiro que não passava muita segurança, o Chelsea adotou à risca a tática de tentar ganhar tempo e parar o jogo sempre que possível, travando o Atlético de Madri em todas as oportunidades que o time espanhol teve.

Na segunda etapa, as duas equipes continuaram sem criar grandes jogadas, mas, pelo menos, passaram a arriscar um pouco mais. O Chelsea, retraído, levou perigo em um chute de Fernando Torres, aos 14 minutos – mas o tiro saiu fraco, e Courtois defendeu.

No Atlético, quem arriscava os chutes de fora era Diego Ribas, autor de um golaço contra o Barcelona, nas quartas de final. Aos 11, ele parou nas mãos de Schwarzer; aos 15, a bola foi pra fora, no último lance do brasileiro – ele deu lugar ao turco Arda Turan.

A partida seguiu tensa, com o Atlético mais presente no ataque, e o Chelsea jogando por uma bola. Uma bola que poderia ter sido um contra-ataque puxado por Lampard, aos 30 minutos. Mas o inglês tocou a bola com a mão, em lance que deu início a uma confusão entre vários jogadores dos dois times.

Depois de um minuto de muito empurra-empurra e de xingamentos, o árbitro sueco Jonas Eriksson deu cartão amarelo a Gabi e a Obi Mikel, suspendendo ambos do duelo de volta, em Londres, na próxima quarta-feira.

Nos minutos finais, com Villa também em campo, o Atlético levou a pressão ao máximo. Já nos acréscimos, Gabi encontrou Diego Costa na área, o atacante brasileiro cabeceou para mais uma defesa de Schwarzer e bola não entrou como planejara Mourinho.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO DE MADRI 0 X 0 CHELSEA

Local: Estádio Vicente Calderón, em Madri (Espanha)
Data: 22 de abril de 2014, terça-feira
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Jonas Eriksson (Suécia)
Assistentes: Mathias Klasenius e Daniel Wärnmark (ambos da Suécia)
Cartões amarelos: Gabi e Miranda (Atlético de Madri); Lampard, Mikel e Demba Ba (Chelsea)

ATLÉTICO DE MADRI: Courtois; Juanfran, Miranda, Godín e Filipe Luiz; Gabi, Suárez (Sosa), Raúl García (David Villa), Koke e Diego (Arda Turan); Diego Costa
Técnico: Diego Simeone

CHELSEA: Cech (Schwarzer), Azpilicueta, Cahill, Terry (Schurrle) e Ashley Cole; David Luiz, Lampard, Mikel e Ramires; Willian (Demba Ba) e Fernando Torres
Técnico: José Mourinho