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Avassalador! Corinthians goleia Coxa em “ritmo de treino”

Com 53 pontos, alvinegro é o sexto colocado e segue sua preparação de luxo pro Mundial

Por Luiz Soares

Na beira do campo, antes do início do jogo, ao ser perguntado sobre os objetivos do time na partida contra o Coritiba, ontem 10/11, às 21h, no Pacaembu, o técnico Tite já dizia que a tática do é manter o ritmo de competição até o fim do Brasileiro 2012. Para Tite, o Corinthians deve considerar cada minuto do jogo como se fosse o último, tem que ser decisivo.

E foi!

Logo aos 20 minutos do primeiro tempo o placar já estava 3 a zero. Desde os primeiros minutos, o Corinthians pressionava bastante o time do Coritiba, sempre visando o ataque, trocava muitos passes e dava sinais daquele time campeão da Libertadores há alguns meses. Outra preocupação do técnico Tite é não tomar gols, o que dessa vez a equipe corintiana não conseguiu, aos 31 minutos do primeiro tempo Deivid, marcava o gol de honra do Coritiba. No segundo tempo o time de Parque São Jorge fazia mais dois gols, terminando com uma goleada de 5 a 1, deixando felizes os mais de 22 mil torcedores, que pegaram chuva, mas viram um time cada vez mais concentrado.

Decisivo, Paulinho comemora o quinto gol da partida. O volante fez dois no jogo (Foto: Leonardo Soares/UOL)

Mesmo com todos esses ingredientes a vitória não vale nada para o Corinthians em relação ao campeonato Brasileiro, que agora chega à sexta colocação com 53 pontos, passando Internacional e Vasco, que jogam hoje (11/11). Mas continuam os testes para o Mundial de Clubes da FIFA, entre eles a definição do ataque titular. Emerson, que ainda se recupera de uma lesão, Martínez, argentino que já tem cobrado sua posição, Jorge Henrique e Romarinho, os “motores” do ataque, e o peruano Guerrero, que ontem marcou seu gol na goleada, são os candidatos para três vagas, modo como Tite tem escalado seu time, e em alguns momentos deixando apenas dois a frente.

A indefinição no ataque é o que vem dando mais preocupação a Tite. Antes do jogo Tite definiu bem isso ao dizer que “as vezes o campo pede que eu escale 14, 15 jogadores, mas não posso”, dando a entender que tem várias opções no ataque, mas ainda dúvidas.

Os quatro atacantes disponíveis para Tite jogaram ontem. No primeiro tempo começaram Jorge Henrique, Martínez e Guerrero. Já no segundo, o técnico optou por manter dois no ataque, tirando Martínez para a entrada de Danilo e no lugar de Guerrero, Romarinho, que ficou no ataque ao lado de Jorge Henrique. O restante da equipe com certeza já está definida e os jogadores estão dando motivos para isso. Mais uma vez Paulinho foi implacável no meio campo, Cássio não teve muito trabalho e até Fábio Santos, que não tem essa função, acabou marcando o seu.

Entre os atacantes, o destaque ficou com Guerrero, muito marcado buscou o jogo a todo mundo, tropeçou na bola algumas vezes, caiu, perdeu bolas sozinho, agia mais na base da raça, que da técnica. De qualquer forma, marcou o seu, um belo gol, cabeceando no contrapé do goleiro coritibano. No segundo tempo, deu lugar a Romarinho, que continua na sombra de Guerrero, jogou bem colocou correria no jogo, fez um gol, mas estava impedido e o árbitro anulou. Ou seja, mais um jogador que dá dor de cabeça para Tite, que durante todo o jogo gritava para o seu time sempre ir para o ataque, como falou para Edenílson, substituto de Paulinho no segundo tempo, “passa, passa, passa, Edenílson”, pedindo para o volante dar opção para que Jorge Henrique passasse a bola para ela no canto direito do campo.

Jorge Henrique foi o que teve a atuação mais discreta, mas continua com a importância tática para o time. Mais uma vez Martínez jogou bem e não dá motivos para Tite tirá-lo do time titular.

Jogadores do Timão comemoram um dos cincos gols feito no Coxa neste Sábado (Leonardo Soares/UOL)

O próximo jogo do Corinthians é no próximo domingo (18), contra o Internacional do Beira Rio. O primeiro de três importantes confrontos que darão maior dificuldade ao time e pressão parecida com a que terá no Mundial. São os clássicos contra São Paulo e Santos, nas duas últimas rodadas do campeonato. Parecia que seria morno, mas o clima de fim de campeonato para o Corinthians tem sido intenso.