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Azurra leva sufoco, mas elimina a guerreira equipe Japonesa

Japão jogou 90 minutos em cima da Itália que aproveitou as chances que teve e garantiu a classificação

Por Vladimir da Costa

 

Na segunda partida do grupo 1, Itália e Japão se enfrentaram na arena Pernambuco e fizeram uma partida empolgante. Facilmente a melhor da competição, não somente pelos gols ou pela vibração intensa da torcida, mas pelo volume de jogo e vontade japonesa e pela eficiência e precisão italiana.

Com um futebol de ótimo toque de bola, com boas opções de jogadas, a seleção japonesa dominou quase que toda a partida. Abriu o placar depois de uma bobeira da zaga italiana e não demorou muito para fazer o segundo gol e seguir em cima da Azurra, que acordou só no final do primeiro tempo.

Balotelli ajuda Itália na classificação para semifinal da Copa das Confederações (Foto: REUTERS/Ivan Alvarado)

Balotelli ajuda Itália na classificação para semifinal da Copa das Confederações (Foto: REUTERS/Ivan Alvarado)

A Itália jogou exatos 11 minutos seguidos. Fez o gol no final do primeiro tempo com Di Rossi e voltou com muita vontade no inicio do segundo tempo, surpreendendo o Japão e virando a partida aos sete minutos. Depois disso, se fechou e ao melhor estilo italiano de jogar, apenas se defendeu, vendo a seleção japonesa jogar bem até chegar ao empate e depois perder gols, de todos os lados e jeitos. Com a calma de sempre, esperou o momento certo para avançar e quando foi a frente foi fatal, fez o quarto gol com Giovinco, venceu a partida e conseguiu a classificação para a semifinal da competição.

 A partida

Num inicio de partida diferente do que fez contra o Brasil, a seleção japonesa marcou em cima e parecia jogar em casa, já que caiu nas graças da torcida brasileira que vibrava quando os japoneses estavam com a bola. Motivados pelo estádio a favor, o Japão foi pra cima da Itália logo nos primeiros minutos da partida.

Com Endo organizando o meio campo junto com Kagawa, o time do sol nascente mostrou habilidade no toque de bola. Marcando no campo italiano com boas jogadas de triangulação, sempre no ataque, a seleção do Japão pressionava, mas faltava a finalização. Chegava com muita frequência, mas não chutava. Até que aos 21 minutos, depois de uma falha grotesca na zaga, o Japão chegou ao seu gol.

Atacante Shinji Okazaki comemora gol com Yasuhito Endo no empate do Japão contra a Itália (Foto: AFP)

Num recuo mal feito, Buffon chegou junto com o atacante, mas não conseguiu afastar a bola e acabou fazendo pênalti. Honda foi pra bola e bateu firme, o goleiro Italiano ficou no meio do gol e nada pode fazer.

O gol não acordou a seleção italiana que seguia somente na marcação. Com bom volume de jogo e toque de bola, os japoneses  não davam chance para o contra-ataque da equipe italiana que quando tinha a bola nos pés, logo tratava de rifar, bem diferente da última partida, contra o México.

Aos 31 minutos, Cesare Prandelli viu seu time acuado e resolveu mudar. Colocou Giovinco no lugar de Aquilani, mas não deu tempo nem de aquecer. Três minutos depois da mudança, o Japão chegou ao segundo gol. Em jogada aérea, a bola ficou limpa para Kagawa que girou bonito para fazer o segundo gol da partida. Nas arquibancadas era só alegria. A torcida gritava olé contra os italianos.

Yuto Nagatomo (esq), Honda (c) e Kagawa (dir) comemoram gol do Japão sobre a Itália

Nagatomo (esq), Honda (c) e Kagawa (dir) comemoram gol do Japão( Foto: AP)

O primeiro chute a gol da Itália veio somente aos 38 minutos, depois que Pirlo cobrou falta que passou perto do gol. A partir daí, a Itália acordou. Três minutos depois Pirlo novamente cobrou escanteio pela direita, Di Rossi, sozinho, cabeceou firme para diminuir o placar. Nos minutos finais, só um time jogou, muito pelas pontas a seleção italiana tentava pressionar, buscando o empate. Aos 44 minutos, na entrada da área, novamente Pirlo bateu falta, mas acertou a barreia, na sequência do, Giaccherini recebeu na entrada da área e acertou a trave, quase empatando a partida e para sorte do Japão que ficou desnorteado nos minutos  e por pouco não levou o empate ainda no primeiro tempo.

Segundo tempo

A Itália começou o segundo tempo como terminou o primeiro, em cima do Japão. Aos cinco minutos, os japoneses devolveram o erro que a Itália cometeu no primeiro tempo e ajudou a Azurra empatar a partida. Uchida tentou cortar o cruzamento e acabou fazendo contra.

O Japão pareceu ter sentido o golpe. Dois minutos depois, o juiz marcou um pênalti duvidoso. Balotelli que não tem nada com isso, cobrou firme, deslocou o goleiro e virou a partida aos sete.

A Itália seguia em cima. Giovinco bateu, mas Kawashima fez ótima defesa salvando o que seria o quarto gol.

A partira seguia intensa, com muita velocidade de ambos os lados, os dois times tinham oportunidade de marcar. Kawaga era o homem mais perigoso pelo lado dos orientais. Com bom toque de bola, o camisa 10 conseguia criar boas oportunidades para sua seleção.

Giovinco comprimenta Pirlo depois de fazer o gol da vitória

Giovinco comprimenta Pirlo depois de fazer o gol da vitória (Foto: Marcelo Pereira)

Passados 15 minutos, o jogo ficou perdeu um pouco de força, mas não menos intenso, pegado. O Japão seguia melhor na partida, tocando a bola procurando espaço para surpreender a zaga da Azurra. A Itália quando tinha a bola procurava sair em velocidade, tentando surpreender o Japão que jogava com mais de meio time no campo de ataque em busca do empate.

E de tanto jogar no campo italiano, o Japão chegou ao empate. Endo cruzou falta pela direita na cabeça de Okazaki que deixou tudo igual para alegria da torcida que seguia torcendo para os japoneses.

O Japão seguiu em cima da Itália. Honda quase virou. Honda fez linda jogada individual, passou por três adversários e bateu, mas a bola acabou indo em cima de Buffon, que espalmou para longe. O Japão continuava envolvendo a Itália no toque de bola, que não tocava mais na bola. Aos 36 minutos, um lance incrível. Okazawa recebeu bola rasteira dentro da área e bateu, forte, a bola carimbou a trave e voltou na cabeça de Kagawa que meio no susto acertou a trave novamente e viu a bola saindo para linha de fundo. O Japão seguia pressionando.

Aos 38, novamente em bola cruzada na área, a bola sobrou para Kagawa que tentou tocar quando o melhor era bater direto pro gol, já que estava na marca de pênalti.

E o castigo veio aos 41 minutos. Em saída rápida pela direita, Giovinco recebeu cruzamento de Marchisio pela direita e sem goleiro, fez o quarto gol da Itália, jogando um balde de água fria na seleção do Japão, que ainda teve mais chance, que novamente pegou na trave. Na sequência, Yoshida marcou o gol, mas estava em impedimento.

E assim se seguiu até o apito final, na melhor partida até aqui da Copa das Confederações, onde ficou claro que o melhor time bem sempre vence e sim o mais eficiente.

Agora, no sábado, Itália e Brasil decidem o primeiro lugar no grupo, às 16h, em Salvador, na Arena Fonte nova, no mesmo horário, só que no Mineirão, Japão e México, fazem sua despedida da competição.

Torcedores exibem os cartazes em apoio ao movimento que começou em São Paulo e ganhou o brasil

Torcedores exibem os cartazes em apoio ao movimento que começou em São Paulo e ganhou o Brasil em busca de melhorias em diversos setores da sociedade (Foto: REUTERS/Marcos Brindicci)