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Boca Juniors é eliminado da Libertadores 2015.

Ficou barato para o clube argentino. Punição poderia ser ainda maior segundo entidade sul-americana.

Por Paulo Edson Delazari

Guardas da Polícia Federal Argentina fazem corredor com escudos para atletas do River poderem ir ao vestiário. (Foto: Gazeta Press)

Guardas da Polícia Federal Argentina fazem corredor com escudos para atletas do River poderem ir ao vestiário. (Foto: Gazeta Press)

Adrián Leiza vice-presidente do Tribunal Disciplinar da Conmebol,explicou que a decisão anunciada neste sábado de eliminar o Boca Juniors da Libertadores, após os incidentes em La Bombonera na última quarta-feira, não foi mais severa em virtude apenas da colaboração dos dirigentes argentinos na denúncia dos responsáveis pela agressão aos atletas do River Plate.

“É uma pena dura. Nunca se havia eliminado uma equipe da Libertadores. Estivemos desde as 8h da manhã reunidos e levamos em conta todos os fatores. O Boca pode até apelar, mas não existe possibilidade de voltar atrás de sua saída do torneio”, afirmou Leiza.

A decisão fará ainda com que o Boca Juniors atue com os portões fechados na Bombonera por quatro partidas, não tenha torcida em seus próximos quatro compromissos como visitante e pague multa de US$ 200 mil (cerca de R$ 600 mil) pelos incidentes.

Ele deixou claro que a presença do presidente do Boca, Daniel Angelici, na Conmebol foi fundamental. “Se não tivesse colaboração, a sanção seria pior”, disse.

“Houve um atenuante importante nesta pena. O Boca denunciou os torcedores que participaram (da ação) com o gás de pimenta”, prosseguiu.

Leiza disse ainda não ter recebido qualquer pressão de Joseph Blatter, da Fifa, no caso. Contudo no seu site a FIFA anunciou que medidas adequadas deveriam ser tomadas.

Com a punição, o primeiro confronto das quartas de final, entre River e Cruzeiro, irá acontecer na quinta-feira, às 22h, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires – e não na quarta, como estava marcado inicialmente. A mudança foi para não atrapalhar a logística das equipes, que tiveram de esperar o julgamento para se programarem.