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Brasil joga para o gasto e vence a Costa Rica.

Com boa movimentação, retorno de Kaká e Hulk, Lucas Lima estreia e sai vitorioso no amistoso.

Por Paulo Edson Delazari
Hulk chuta e marca o gol do Brasil. (Foto: site CBF)

Hulk chuta e marca o gol do Brasil. (Foto: site CBF)

Após a queda precoce na Copa América do Chile, Brasil tem atuação discreta e vence o primeiro compromisso diante da Costa Rica pelo placar magro de 1 a 0, em amistoso disputado neste sábado na Red Bull Arena, em New Jersey.

A notícia positiva ficou sobre Hulk. Depois de um ano sem vestir a camisa da seleção, o atacante do Zenit começou o duelo como titular e deixou a sua marca. Um dos símbolos da participação brasileira na Copa do Mundo, o jogador atuou como referência no ataque e mostrou boa movimentação durante o tempo no qual permaneceu em campo.

Outro nome testado neste sábado foi Lucas Lima. Destaque do Santos na temporada, o meia estreiou como como titular e também apresentou bom futebol. Rafinha, do Barcelona, também teve a chance de participar do confronto, marcado pelos pedidos do público pela entrada de Neymar; Dunga atendeu aos torcedores somente aos 34min da etapa final e colocou o craque brasileiro.

Para encerrar a pequena turnê pelos Estados Unidos, o Brasil retorna a campo na próxima terça-feira. A partir das 21h (de Brasília), a equipe pentacampeã mundial encara os americanos, que venceram o Peru, em amistoso disputado na última sexta-feira. A Costa Rica, por outro lado, pega o Uruguai, no mesmo dia, mas às 23h.

O Jogo

Hulk correr para comemorar seu gol. (Foto: site CBF)

Hulk correr para comemorar seu gol. (Foto: site CBF)

No primeiro compromisso depois da participação pífia na Copa América, Dunga promoveu testes na equipe titular. Marcelo entrou na lateral esquerda, enquanto Lucas Lima, do Santos, estreou com a camisa amarela no meio-campo. Entretanto, quem aproveitou melhor a oportunidade dada pelo treinador foi Hulk, ‘improvisado’ como centroavante diante dos costarriquenhos.

Com novas peças, o desentrosamento da seleção se mostrou evidente. Desta forma, a equipe apostou muito nos longos lançamentos para as pontas – Douglas Costa e Willian foram os jogadores mais acionados durante a primeira etapa. E, em uma destas investidas, o Brasil abriu o placar em New Jersey.

Logo aos 9 min, após longo lançamento, Hulk ganhou na força física a disputa com o zagueiro González e teve a calma necessária para tocar na saída do goleiro Pemberton. Foi o 11º gol do atacante do Zenit, que ficou um ano sem defender a camisa da seleção brasileira.

O início movimentado da seleção brasileira durou pouco. Em desvantagem, a Costa Rica passou a cuidar mais da posse de bola e ganhar terreno em campo. Entretanto, a falta de criatividade (e até mesmo de gana) dos Ticos permitiu ao Brasil controlar o resultado, mesmo sem a equipe comandada por Dunga criar mais oportunidades.

Jogadores brasileiros comemoram gol da vitória. (Foto: site CBF).

Jogadores brasileiros comemoram gol da vitória. (Foto: site CBF).

O ritmo da partida caiu, e Costa Rica cresceu no início da etapa complementar. Tanto que o time da Concacaf chegou a balançar as redes. Aos 9min, Bryan Ruiz recebeu dentro da área e finalizou firme, sem chances para Marcelo Grohe. A arbitragem, no entanto, marcou impedimento do camisa 10 costarriquenho, de forma equivocada.

Como característica principal dos trabalhos de Dunga, a seleção brasileira investiu em contra-ataques para ameaçar a meta adversária. A principal aposta caiu sobre a velocidade do trio de meias – formado por Lucas Lima, Douglas Costa e Willian. Os erros de passes, contudo, limitavam ofensivamente a seleção.

Para melhorar a qualidade no meio e dar uma movimentação diferente na seleção, Dunga enviou Kaká e Philippe Coutinho a campo nas vagas de Hulk e Lucas Lima. Sem o autor do gol, o Brasil perdeu a referência no ataque, mas ganhou em qualidade de passe. Tanto que Douglas Costa, após troca de bola, balançou as redes, mas a arbitragem assinalou impedimento, novamente de forma equivocada.

A queda de ritmo gerou pedidos das cadeiras: ‘Neymar, Neymar, Neymar’. Diante de um placar magro, Dunga enviou o craque do Barcelona a campo, assim como o companheiro de clube, o meia Rafinha, que estreou pela seleção. Mesmo com novas-velhas caras, o 1 a 0 ficou congelado no marcador.