Como precisa ser, os homens de preto passaram despercebidos na segunda rodada do Paulistão

Como precisa ser, os homens de preto passaram despercebidos na segunda rodada do Paulistão

Por Luiz Soares

Luiz Vanderlei Martinucho que apitou Corinthians x Ponte Preta. (Foto: FPF)

Com jogos tranquilos dos quatro maiores, árbitros não tiveram muito trabalho nessa rodada

Início de temporada, times se arrumando e jogos tranquilos que não envolvem decisão. Com esses ingredientes os homens de preto não tiveram muitos problemas na segunda rodada do Campeonato Paulista 2013. Todos eles passaram despercebidos nos jogos em que trabalharam, ou seja, o normal. Devia ser sempre assim, mas com o avanço do campeonato, o interesse dos times pelo título e a chegada dos clássicos, imagina-se que não será sempre desse jeito.

Mas, também não era por menos. No primeiro jogo do dia, às 17h, no Pacaembu, o Corinthians entrou em campo contra a Ponte Preta com seu time reserva e o jogo foi tranquilo, aliás, até demais. O jogo foi fraco e, mesmo por se caracterizar um jogo baseado na marcação, o árbitro não teve muito o que fazer. Mas, quando todos esperavam que este, seria um jogo 100% tranquilo, aos 42 minutos do segundo tempo, o árbitro Luiz Vanderlei Martinucho, marcou um pênalti polemico de Felipe no atacante Cicinho. No lance, o jogador da Ponte Preta recebeu lançamento na ponta esquerda do ataque e recebeu carga nas costas pelo zagueiro corintiano, o que provocou a sua queda.

O tranco foi dentro da área, utilizando o ombro nas costas do jogador da Ponte Preta, que caiu fora da área, mas o que vale é onde a falta aconteceu. Os corintianos reclamaram do árbitro, dizendo que a jogada foi legal. Mas, não teve jeito, pênalti marcado, batido e que garantiu a vitória da Ponte Preta. Esse deve ter sido o principal motivo da reclamação dos corintianos, pois viram que ali não teriam como recuperar o placar.

No jogo seguinte, o Santos recebeu o Botafogo, de Ribeirão Preto, na Vila Belmiro. Também com um clima de tranquilidade, com Muricy Ramalho, experimentando jogadores e com o meio campo Cícero inspirado, o time da casa venceu por 3 a 0 e o árbitro não teve grandes problemas. Neymar, marcado como sempre, foi o principal alvo do time do interior que praticamente apenas defendeu, mas sem grandes ressalvas.

Nos dois últimos jogos da noite Palmeiras e São Paulo viveram emoções diferentes. O primeiro, ainda com desconfiança de seu torcedor, já o segundo recebeu o Bolivar, pela Pré-Libertadores com seu estádio lotado. Esses tinham tudo para ser os jogos mais complicados para os homens de preto. O jogo do Palmeiras, pelo time ainda sofrer com a sombra de 2012. Mas, esse não foi o caso, com boas novidades, como a chegada de seu novo presidente e do diretor executivo, os jogadores palmeirenses atenderam em campo e o árbitro trabalhou tranquilamente.

No lado são-paulino, o motivo da tensão poderia ser outro. Pré-Libertadores, estádio lotado, mas com um fraco adversário o time são-paulino massacrou o Bolivar por 5 a 0 e deu tranquilidade ao árbitro. Diferente do Tigres, da Argentina, que na final da Sulamericana em 2012, começou a bater, os jogadores Bolívar não tiveram nem chance.

A maioria dos Quatro Maiores foram bem, os árbitros também, que bom que fosse sempre assim.