Falar de arbitragem pelo mundo é mais fácil do que parece.

Muitos erros na 16º rodada do Brasileirão. Será que a tecnologia não minizaria a questão?

Por Mauricio Bonato
A arbitragem mundial vive um momento conturbado e difícil nesses últimos anos, após uma Copa do Mundo em que árbitros e assistentes tiveram um nível abaixo do mínimo e olha que  vivemos no Brasil,surge uma nova safra de árbitros e assistentes que em muitos casos nos envergonham, são erros grotescos que leigos talvez não cometeriam.
É verdade que o futebol está mais rápido, o jogo mais dinâmico, mas a mim, parece óbvio e urgente que se utilize no futebol os recursos eletrônicos para que, pelo menos, se minimizem os erros de arbitragem que tanto atrapalham o trabalho de gente séria do futebol, esse papo de “charme”, “conversa e discussão de bar” etc não faz o futebol crescer, faz sim, aumentar a descrença sobre a idoneidade dos Homens de Preto, aliás, a FIFA e a International Board (órgãos que regulamentam o esporte) já se pronunciaram, depois de muito tempo, favoráveis ao “chip” na bola, ou “bola com chip”, para que erros de bola dentro ou fora do gol não aconteçam mais.
Pra mim ainda é pouco, o futebol deveria utilizar os recursos eletrônicos de forma sistemática, deveria se criar novas regras para o jogo, pode-se usar o exemplo do tênis, com os “desafios”, cada time poderia ter 3 por tempo de partida e a cada “erro” da arbitragem, caberia uma contestação num telão (tem que haver investimento nesse sentido também) e todos que estão no estádio e estão vendo pela Tv e ouvindo pelo rádio, saberão exatamente o que rolou na jogada, é simples, já que o “olho-humano” não consegue acompanhar a velocidade do jogo, o “olho-eletrônico” faz isso de forma tranquila e sem erros. No tênis, o equipamento tem o nome de “hawk-eye” (olho-de-águia em inglês) e ainda apresenta decisões polemicas, mas tenistas deixaram de perder jogos por erros de juízes e fiscais de linha, assim deveria ser no futebol.
Erros que, por exemplo, marcaram a 16ª rodada do Brasileirão, no sábado, no Pacaembu, o Santos recebeu o Atlético Goianiense e na luta por pontos na parte de baixo da tabela mais um erro da arbitragem e dessa vez pendendo para o lado santista, a partida estava 2×1 pros goianos quando o argentino Miralles cavou um pênalti na área e o árbitro carioca Péricles Bassols Pegado Cortez (que pertence ao quadro da FIFA desde 2010) deu o pênalti convertido pelo atacante e que resultou no empate por 2×2.
Mais um erro aconteceu no Canindé no domingo, a Portuguesa empatando com o Botafogo reclama de um pênalti não marcado pelo paranaense Heber Roberto Lopes (experiente árbitro faz parte do quadro da FIFA desde 2002) no fim da partida, a Lusa que no meio de semana já havia sido prejudicada com um gol mal anulado contra o Bahia. O técnico Geninho “abriu a boca” e disse que os dirigentes do time têm que reclamar, do contrário, os erros continuarão a prejudicar a campanha da equipe que busca se firmar e permanecer na primeira divisão, na contabilidade de Geninho, já são 04 pontos perdidos por erros da arbitragem e que farão diferença no fim do campeonato.
Fato é que exemplos de erros não serão poucos até o fim da temporada e que árbitros e assistentes, além de mal orientados, estão com deficiências na parte física (correm pouco e cansam rápido) e mesmo quando fazem boa arbitragem (como acontecia no jogo Santos x Atlético – GO), por um erro, capital, acabam influenciando no resultado. A meu ver, os recursos eletrônicos e tecnológicos são mais do que bem-vindos ao futebol, o futuro do esporte depende disso também.