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Fantasma? Nada, zebra sim! Costa Rica vence Uruguai.

Celeste sofre virada da Pura Vida e entendem porque México disputou repescagem.

Por Paulo Edson Delazari

Zebra!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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O fantasma de 1950 não apareceu, mas a zebra veio com tudo. Ela surgiu e desfilou na tarde deste sábado, no Castelão, em Fortaleza. Sem Luis Suárez, o Uruguai fez feio, jogou mal e acabou derrotado de virada pela Costa Rica: 3 a 1. Cavani, de pênalti, até abriu o placar, mas Campbell, Oscar Duarte e Ureña garantiram a surpreendente vitória costarriquenha.

Como esperado, a seleção celeste sentiu muito a falta de Luis Suárez. O atacante ficou o tempo inteiro no banco de reservas porque ainda não está 100% recuperado de uma cirurgia no joelho que fez no dia 22 de maio. O substituto Diego Forlán seguiu de mal com as redes e não conseguiu comandar o ataque uruguaio ao lado de Cavani.

A derrota já joga uma pesada pedra em cima do sonho uruguaio de protagonizar um novo Maracanazzo. Em um grupo da morte com mais dois campeões mundiais (Inglaterra e Itália). A vitória contra Costa Rica era mais que obrigação. O revés também quebra uma marca de 44 anos sem a seleção celeste tomar uma virada em Copa do Mundo – a última havia ocorrido contra o Brasil, na semifinal de 1970.

O que não é novidade, porém, é uma estreia mal sucedida em um Mundial. Os uruguaios não sabem o que é ganhar o primeiro jogo da Copa justamente desde 1970, quando bateram Israel por 2 a 0. Desde então, são três empates e agora três derrotas.

O Uruguai volta a campo agora na próxima quinta-feira para enfrentar a Inglaterra, em São Paulo. Maxi pereira, expulso por perder a cabeça e acertar um pontapé em Campbell já no fim do jogo não jogará. No dia seguinte, a Costa Rica vai até Recife para tentar surpreender mais uma campeã do mundo, a Itália.

O jogo

Campbel da Costa Rica empata partida

Campbel da Costa Rica empata partida. (Foto: Reuters)

Mesmo sem seu principal jogador do momento, o Uruguai comprovou logo no começo do jogo o motivo de ser o favorito do dia. A Costa Rica até ensaiou algumas jogadas de efeito, com direito a chapéu no meio de campo, e empolgou o torcedor, que, em menoria, soltou a voz nas arquibancadas aos gritos de ‘Si, se puede’.

Mas a Costa Rica não podia segurar o Uruguai por muito tempo. E a primeira mostra disso foi com Godín. Após cobrança da área, Cavani desviou, e o zagueiro ficou livre para estufar as redes. O juiz, porém, já parava o lance marcando impedimento, desta vez corretamente. O lance quase se repetiu logo na sequência, mas desta vez com outro personagem e em posição legal. Forlán cruzou rasteiro, a zaga desviou para trás, e Cavani ficou livre na direita, mas errou o chute, pegou muito mal na bola e mandou para longe.

O caminho, porém, estava claro e foi aproveitado aos 22 minutos. Cobrança de falta na área, Lugano correu para cabecear, mas foi segurado por Díaz. O juiz marcou o pênalti. Na cobrança, Cavani bateu muito bem no canto esquerdo do goleiro Navas, que até acertou o lado, mas não evitou o gol. Uruguai 1 a 0.

O que a Costa Rica poderia fazer era aproveitar os espaços que tinha e agredir. E foi isso que a seleção fez logo após sair atrás no placar, criando três boas chances. Na primeira delas, Campbell teve espaço na entrada da área e encheu o pé. A bola passou raspando o gol de Muslera.

O melhor lance costarriquenho, porém, foi já aos 43 minutos do primeiro tempo. Bolaños cobrou escanteio da esquerda, Muslera se atrapalhou com Godín, e a bola passou na frente do gol do Uruguai, sem ninguém para empurrar para as redes. Forlán ainda deu a resposta na jogada seguinte, em chute de fora da área que desviou e quase encobriu o goleiro, mas o primeiro tempo acabou mais com a vantagem mínima para a Celeste.

Segunda etapa

Campbell comemora para esposa grávida, junto com os companheiros. (Foto: Reuters)

Campbell comemora para esposa grávida, junto com os companheiros. (Foto: Reuters)

Os lances mostraram que os costarriquenhos tinham capacidade para fazer algo melhor, e o começo de segundo tempo comprovou: Logo aos 5 minutos, Bolaños colocou a bola na área, e Oscar Duarte ficou livre para mandar para o gol, mas o defensor acabou finalizando em cima do goleiro Muslera.

Quatro minutos depois, porém, o Uruguai não conseguiu segurar a empolgação costarriquenha. Gamboa correu como nunca, salvou uma bola que ia saindo pela linha de fundo e ainda descolou um cruzamento de primeira perfeito. A bola passou pelo zagueiro que cobria a primeira trave e sobrou para Campbell, livre, encher o pé e estufar as redes de Muslera, que nem pulou para tentar a defesa.

Três minutos depois, a virada. De novo em cruzamento na área, desta vez em cobrança de falta de Bolaños, Oscar Duarte apareceu mais uma vez livre na segunda trave. De peixinho, o zagueiro não desperdiçou a segunda chance que teve no jogo: virada e explosão vermelha nas arquibancadas do Castelão.

O Uruguai sentiu muito a virada, mas mesmo assim partiu para cima e até criou uma boa chance em finalização de cabeça de Cavani que parou em boa defesa de Navas. A ducha de água fria, porém, viria aos 40 minutos. Em contra-ataque, Campbell deu passe primoroso para Ureña, que havia acabado de entrar em campo. De primeira, o atacante aproveitou péssima saída do gol de Muslera e decretou o triunfo.