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Foi difícil, mas bastou um minuto para garantir a vaga

São Paulo passa sufoco, mas consegue a classificação para a fase de grupos na Libertadores

Por Vladimir da Costa

Jogando a mais de 3.660 metros de altitude, o São Paulo enfrentou o Bolivar tranquilo no primeiro tempo e não jogou nada no segundo. Depois de ter goleado por 5 a 0 na semana passa, no Morumbi e de fazer três a luiszero em La Paz, o time levou a virada do Bolivar, mas conseguiu a classificação para a fase de grupos da Libertadores.

Com dois tempos distintos, o São Paulo conseguiu a classificação graças ao gol de Luis Fabiano logo no primeiro minuto de jogo, de cabeça. E depois com Jadson e Osvaldo o São Paulo parecia estar em casa e praticamente garantiu a vaga para a próxima fase com menos de 20 minutos de jogo, só que as pernas pesaram, o pulmão não aguentou e o segundo tempo foi outro.

O São Paulo voltou do intervalo e não viu a cor da bola. Apático, lento, o Bolivar dominou a segunda etapa inteira. Tanto que de forma impressionante, empurrado por sua torcida que cantou os 90 minutos, a equipe boliviana virou o jogo, mas no placar agregado a vantagem tricolor era imensa e a vaga já estava assegurada.

Agora o próximo compromisso tricolor na Libertadores será dia 13 de fevereiro, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte.

A partida

Todo o plano e o combinado antes da partida foi por água a baixo logo no primeiro minuto de jogo. Depois de um chute da defesa, a bola achou Luis Fabiano, que bateu mas a bola saiu em escanteio. Na cobrança, Jadson colocou na cabeça de Fabuloso que colocou a bola pra dentro, complicando ainda mais a vida dos donos da casa.

Jadson e Luis Fabiano se abraçam depois do tricolor abrir o placar em La Paz (Foto: AP Photo/Juan Karita)

No ataque seguinte, Osvaldo foi lançado pela esquerda, foi até a linha de fundo e fez o cruzamento rasteiro buscando Luis Fabiano, que estava livre do outro lado, mas Cabrera conseguiu se recuperar a tirar o perigo.

Os nervos dos jogadores do Bolivar começaram a esquentar. Depois que Lizio foi a linha de fundo e tentou fintar Denilson, o volante são-paulino deslizou e sem ter o que fazer, tocou a mão na bola, sem intenção, o árbitro, Wilmar Roldan mandou o jogo seguir e o jogador ficou pedindo pênalti. E de tanto reclamar, o jogador boliviano acabou levanto amarelo.

O jogo deu uma diminuída de ritmo, as jogadas de velocidade deram espaços para mais toque de bola e com isso, o São Paulo, mais técnico, se deu melhor e ampliou.

Novamente Osvaldo, que vive um grande momento, avançou pela ponta e cruzou. A bola chegou em Jadson, o meia dominou, se livrou da marcação e bateu colocado, sem chances para o goleiro que nada pode fazer.

O Bolivar era valente, insistia como podia, chagava com frequência perto da área, mas pecava na hora de finalizar. A bola quase sempre chegava sem perigo ao gol de Rogério Ceni, até que Álvarez, de longe, pegou bem na bole e acertou a trave do goleiro tricolor, que só torceu.

O jogo seguia parelho, com boas chegadas ao ataque de ambos os lados. O Bolivar chegava em volume, o São Paulo agredia pouco, mas quando chegava era perigoso. Quando Douglas avançou pela direita, achou Osvaldo livre, em velocidade, mas o atacante não chegou “inteiro” para fazer o terceiro.

Ele só precisava de mais uma chance para deixar o seu.

Depois de uma jogada bem trabalhada no ataque tricolor, Jadson e Osvaldo tabelaram perto da área e o meia rolou para o camisa 17, dentro da área, sozinho, bater no canto esquerdo, marcando seu gol na partida.

Jadson comemora seu gol com seus companheiros (David Mercado/Reuters)

Quanto parecia tudo perdido, uma alegria para a torcida que não parou de cantar um minuto. Lizio disparou pelo meio e abriu na direita para Ferreira chutar cruzado, sem chance para Rogério Ceni

O jogo seguiu com o Bolivar em cima, marcando sob pressão, chutando de todos os lados para o gol e o São Paulo esperando um contra-ataque para fazer o quarto, mas não aconteceu e o primeiro tempo acabou com ótima vantagem para a equipe paulista.

Segundo tempo

Com a vaga praticamente assegurada, o São Paulo veio com o segundo tempo com o freio de mão puxado. Com a vantagem no placar, o Bolivar veio pra cima. Pressionando desde o primeiro minuto, os donos da casa continuavam sem medo de arriscar de longe, mas a falta de pontaria e as boas defesas de Rogério não deixavam a bola entrar no gol.

Pensando no restante da competição e no clássico de domingo contra o Santos, o técnico Ney Franco sacou Luis Fabiano e colocou no jogo Aloisio para tentar puxar um contra-ataque com sua velocidade.

Osvaldo foi o destaque do primeiro tempo (Foto: AP Photo/Juan Karita)

E de tato pressionar, o Bolivar chegou ao segundo gol. Nelson Cabrera, sozinho, aproveitou bom cruzamento de Yecerotte, para marcar mais um para os donos da casa.

A altitude parece ter ajudado ao donos da casa que tinham gás de sobra, bem diferente do São Paulo, que teve uma queda de rendimento considerável. Passava dos 25 minutos e o tricolor não havia chutado no gol adversário.

O Bolivar seguia em cima do São Paulo que parecia perdido em campo. Aos 24 minutos, depois da cobrança de falta para a área, Cabrera subiu mais que todo mundo e cabeceou, marcando seu segundo gol na partida.

E o Bolivar queria mais.

Rodholfo ia levando um chapéu dentro da área e meteu a mão na bola e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Ferreira cobrou no canto, a bola ainda tocou a trave antes de entrar.

O São Paulo é massacrado no segundo tempo pela equipe boliviana seguia atacando.

Depois da virada no placar, a torcida presente começou a gritar “olê”. O time boliviano seguia bem superior em campo, mas com menos ímpeto no ataque, parecendo satisfeito com o placar a favor, mesmo sem ter conseguido a classificação.

A partida seguiu até o fim com o São Paulo acuado e o Bolivar atacando, mas sem força até que o árbitro apitou o fim do jogo.

São Paulo classificado, mas com o sinal alerta ligado, já que tomou uma virada depois te estar vencendo por três a zero.