Marcelo de Lima Henrique: pequenos erros não fazem a diferença

O árbitro da primeira ‘batalha’ entre Santos e Corinthians quase complica a partida

Por Eduardo do Carmo

Santos e Corinthians. Dois alvinegros em jogo inédito na Libertadores, porém apenas um disputará a final. E quem será este time? Com tanto equilíbrio, é impossível apostar em um vencedor. Assim que o confronto semifinal foi definido, todos tinham a certeza de um grande jogo, mas a grande preocupação sempre foi a definição da arbitragem.

Marcelo não comprometeu o resultado final (AG Estado)

Eis que Marcelo de Lima Henrique foi o escolhido para apitar o jogo. O árbitro foi auxiliado por Dilbert Pedrosa e Roberto Braatz. Sem lances duvidosos de ataque, os assistentes tiveram pouco trabalho e acertaram todos os impedimentos e demais lances. Já o principal ‘homem de preto’ do trio de arbitragem não teve tanto sossego.

O primeiro tempo foi tranquilo, mas a segunda etapa reservou grandes emoções. Marcelo de Lima mostrou cartão amarelo para Neymar em uma falta, sem bola em Leandro Castán, que para muitos era ocasião de outra cor, o vermelho.

Em seguida, o vermelho veio para a equipe do Corinthians. Emerson Sheik, autor do gol da vitória corinthiana, fez falta dura em Neymar, levou o segundo amarelo e foi para o chuveiro mais cedo. No entanto, os jogadores do Corinthians reclamaram do fato do craque santista não ter sido expulso anteriormente.
Nesse momento, houve uma pequena confusão, mas aos poucos a situação se acalmou. Algumas faltas, para os dois lados, foram marcadas incorretamente.

Em um dos lances, Durval pisou em Jorge Henrique, que revidou empurrando o zagueiro, mas o árbitro nada fez.

A arbitragem não influenciou o resultado, algo bom para o futebol brasileiro, que presencia diversos placares alterados por erros grotescos. Porém, alguns pequenos erros, que passam despercebidos, podem ser evitados para o melhor andamento do espetáculo.

Na partida de volta, Leandro Pedro Vuaden será o responsável pelo apito. Com 17 partidas sul-americanas no currículo, o gaúcho de 36 anos, transmite maior confiança. Além disso, teve uma ótima arbitragem na fase anterior, no jogo entre Corinthians e Vasco, pelas quartas-de-final da competição.