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México goleia Nova Zelândia e praticamente carimba passaporte.

México vence por 5 a 1 e deve cumprir tabela na próxima quarta para chegar a Copa de 2014 no Brasil.

Por Paulo Edson Delazari

Utilizando apenas jogadores que atuam na liga local no jogo de ida da repescagem, a equipe do México dominou a Nova Zelândia, não deu chances para o adversário e venceu por 5 a 1 no estádio Azteca, ficando muito perto da classificação para a Copa do Mundo de 2014. Aguilar, Jiménez, Peralta, duas vezes, e Rafa Márques marcaram os gols, enquanto James diminuiu.

Agora, os mexicanos podem perder por até três gols de diferença na partida de volta que, ainda assim, garantem a vaga no Mundial. O segundo jogo está marcado para a próxima quarta-feira, na Nova Zelândia.

Paul Aguilar comemora gol do México contra a Nova Zelândia (Foto: Agência AFP)Aguilar (camisa 22) festeja seu gol, o primeiro do México na goleada sobre a Nova Zelândia (Foto: Agência AFP)

O México está na repescagem após ficar em quarto lugar nas eliminatórias da Concacaf – Estados Unidos, Costa Rica e Honduras se classificaram diretamente -, enquanto a Nova Zelândia se classificou após ficar em primeiro na Oceania. Em outro playoff, o Uruguai venceu a Jordânia fora de casa por 5 a 0 nesta quarta e também ficou perto ir à Copa.

Caso confirme a participação na Copa, o México se junta a outras 18 seleções já classificadas: Brasil, Espanha, Itália, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Itália, Suíça, Rússia, Bósnia-Herzegovina, Chile, Equador, Japão, Irã, Coreia do Sul, Austrália, Argentina e Colômbia. Oito ainda disputam vaga na Europa (Portugal x Suécia, Ucrânia x França, Islândia x Croácia e Grécia x Romênia), e os africanos decidem seus representantes em cinco jogos entre sábado e terça-feira (Nigéria x Etiópia, Senegal x Costa do Marfim, Camarões x Tunísia, Egito x Gana e Argélia x Burkina Faso).

O jogo

Mesmo sem a estrela Chicharito Hernández e outros jogadores importantes, como Giovanni dos Santos, Guillhermo Ochoa e Andrés Guardado, o México parecia atuar com a força máxima. As críticas por falta de vontade – que culminaram na decisão de chamar apenas atletas “domésticos” – logo foram esquecidas. O que se viu foi uma seleção correndo bastante e buscando o gol a cada minuto.

A Nova Zelândia, por sua vez, tentou manter as características: adotou uma postura cautelosa, apostando na forte marcação, nos contra-ataques e nas jogadas aéreas. Entretanto, a retranca dos visitantes falhou em seu elemento mais básico: o posicionamento defensivo.

Não foram raras as chances do México no primeiro tempo, geralmente em erros individuais dos defensores neo-zelandeses, que marcavam mal e davam muitos espaços. Os donos da casa aproveitaram: aos 31 minutos, após diversas chegadas, Aguilar aproveitou falha conjunta entre Durante e o goleiro Moss, após cruzamento da direita, e completou para o gol vazio.

Com a porteira aberta, o México não parou. Aos 39, veio o segundo gol. Após cobrança de escanteio, Peña desviou de cabeça na primeira trave, e Jiménez, bem posicionado, só completou: 2 a 0 para os anfitriões.

Na segunda etapa, a história não mudou. O México seguia atacando de todas as formas, enquanto a Nova Zelândia tentava se segurar. Aos dois minutos, os donos da casa levaram a melhor: Layún cruzou da esquerda, e Uribe, livre na área, completou para o gol, ampliando a vantagem de El Tri.

Em desvantagem, a Nova Zelândia até ensaiou a reação, mas esbarrou nas próprias limitações técnicas. O grandalhão Wood, centroavante, era o que dava mais trabalho, mas nada que amedrontasse o México.

Comemoração do México contra a Nova Zelândia (Foto: Agência Reuters)Festa no Azteca: mexicanos comemoram gol da seleção local (Foto: Agência Reuters)

Os donos da casa, aliás, preferiram diminuir o ritmo, satisfeitos com a diferença no placar. No fim, porém, os erros neo-zelandeses foram flagrantes demais para não serem aproveitados. Aos 34, Jiménez, novamente livre pela direita, cruzou na cabeça de Peralta, que cabeceou com categoria. Quatro minutos depois, foi a vez de o veterano Rafa Márquez balançar as redes, ao aproveitar lançamento de Escoboza.

A festa da torcida local só não foi completa porque, aos 39, a Nova Zelândia fez o gol de honra. Chris James aproveitou um espaço na defesa rival em bola levantada na área e diminuiu para o time da Oceania, mas isso não deve ser nenhum problema, já que o placar final foi 5 a 1 para os mexicanos.