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Não foi nota 10, mas valeu três pontos

Com um futebol abaixo do esperado, Centurión marcou nos acréscimos o gol da vitória do Tricolor diante do Danubio.

Por Vladimir da Costa

O São Paulo foi a Montevideo precisando vencer para manter a segunda colocação do grupo da morte. Porém, o futebol quase não apareceu em campo e a partida foi de igual para igual com o do último colocado do grupo 5, Danubio. Lento na transição da defesa para o ataque, o tricolor não conseguiu pressionar o adversário. Ficava com a bola, mas tinha dificuldade de chegar perto do gol da equipe uruguaia, que pouco ataco, justificando sua posição na tabela.

O segundo tempo não foi menos sofrido. Com o gol sofrido logo no inicio, o tricolor demonstrou certo descontrole. Apenas depois das mudanças feitas por Milton Cruz, o time melhorou. Mesmo assim, o São Paulo fez o dobro de faltas e levou todos os cartões amarelos possíveis.

Alivio! Jogadores do São Paulo viram com o gol da vitória aos 46 minutos do segundo tempo. (Foto: Miguel Rojo/AFP)

Alivio! Jogadores do São Paulo viram com o gol da vitória aos 46 minutos do segundo tempo. (Foto: Miguel Rojo/AFP)

Com dificuldades para colocar a bola no chão e fazer seu jogo, Michel Bastos entrou no jogo e passou a fazer cruzamento na área. Dessas jogadas saíram os gols, de Pato e de Centurión, na bacia das almas para virar e garantir a vitória importante para manter a equipe na segunda colocação da partida.

Para o próximo jogo, o São Paulo terá de melhorar e muito vencer o Corinthians na próxima semana. Antes, o tricolor terá o Santos, na Vila em jogo único pela semifinal do paulista.

O jogo

As equipes começaram a partida de forma cautelosa. A começar pela escalação, com apenas um atacante, Alexandre Pato, no acanhado e vazio estádio, o Danubio entrou em campo respeitando o tricolor paulista e com o meio campo com quatro jogadores de marcação, não tinha vergonha nenhuma em sempre colocar pra fora quando os jogadores do São Paulo apertavam.

O São Paulo por sua vez demorou para entender que era ele quem devia acelerar e pressionar a partida. Nervoso em campo, o tricolor fazia muitas faltas e dava muito espaço nos pouco ataque do adversário. Doria e Toloi por mais de uma vez ficavam no mano a mano. Os volantes não acompanhavam e deixavam os zagueiros em apuros.

No primeiro deles, quase o gol do Danubio. Aos 10 minutos, Após erro de reposição de Rogério Ceni, Fornaroli invadiu a área pela esquerda e bateu rasteiro, mas pegou fraco, e facilitou a defesa do camisa 1 tricolor.

O São Paulo demonstrava lentidão e não conseguia surpreender os donos da casa. Com muitos passes no meio campo e sem jogadas de linha de fundo, o goleiro Torgnascioli pouco era acionado na partida.

A primeira participação do goleiro foi num lance de “trairagem”. Na cobrança de lateral pela esquerda, Pereira cabeceou para trás e quase marcou contra.

Rogério reclama da marcação no primeiro gol da partida. Goleiro falhou no gol adversário. (AFP PHOTO / Miguel ROJO)

Rogério reclama da marcação no primeiro gol da partida. Goleiro falhou no gol adversário. (Foto: Miguel Rojo/AFP)

O São Paulo trocava passes e dominava a partida, ao menos na posse de bola. Apesar de não ser incisivo no ataque, era superior tecnicamente, mesmo sem apresentar um bom futebol. Apenas aos 30 minutos o tricolor finalizou a gol. Após boa troca de passes do ataque, Michel Bastos deu belo passe para Alexandre Pato que, de pé esquerdo, chutou em cima do goleiro do Danubio, perdendo grande chance, a única do primeiro tempo.

O jogo seguiu com pouca emoção, muitos passes errados e ganha e perde entre as intermediárias, que terminou  num merecido empate sem gols na primeira etapa.

E o que estava ruim, ficou pior. Aos dois minutos, o Danubio fez o primeiro da partida. Depois da cobrança de falta a bola voltou e do meio da rua, Luis Sosa pegou bem na boa e soltou uma paulada, Rogério foi estranho para a bola, não acreditando na pontaria do adversário e contribuiu para o jogo ganhar em emoção.

O gol fez Milton Cruz mexer no time. Luis Fabiano entrou para ajudar o solitário Pato a frente. Ganso praticamente não tocava na bola e o São Paulo não conseguia criar nenhuma jogada.

Nervoso, o tricolor tinha dificuldade de ficar com a bola e o Danubio equilibrou a partida.

Centurión cabeceia para marcar seu primeiro gol na libertadores.

Centurión cabeceia para marcar seu primeiro gol na libertadores. (Foto: Miguel Rojo/AFP)

Na primeira jogada certa da equipe do tricolor, o empate aconteceu. Aos 15 minutos, Michel Bastos recebeu de Reinaldo pela esquerda, foi ao fundo e cruzou para Alexandre Pato, que cabeceou no canto esquerdo de Torgnascioli para deixar tudo igual.

Após o gol o São Paulo voltou ao ritmo normal e ficou esperando o adversário para tentar surpreender no contra-ataque. O tricolor quase virou aos 27 minutos. Após nova troca de passes do ataque, novamente Michel Bastos cruzou da esquerda, Pato cabeceou e o goleiro do Danubio fez grande defesa.

Aos 32 minutos o São Paulo mexeu em busca da vitória. Centurion entrou no lugar de Paulo Miranda, deixando a equipe com três atacantes.

O jogo estava aberto. O São Paulo se lançou ao ataque e com isso dava espaços para o Danubio. Aos 40 minutos, Fornaroli avançou sozinho pela direita da defesa do São Paulo e, cara a cara com Rogério, bateu muito longe, à esquerda da meta rival.

A máxima do futebol estava do lado da equipe do Morumbi.

No último lance, o gol do tricolor. Nos acréscimos o gol salvador. Michel Bastos cruzou da esquerda e Centurión, de cabeça, testou no canto direito de Torgnascioli  para dar a vitória para o São Paulo, que segue vivíssimo na disputa por uma vaga para a próxima fase.