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Comemoração e alívio só no fim

Brasil domina a partida, mas consegue a vitória aos 48 min  somente do segundo tempo

Por Vladimir da Costa

O Superclássico das Américas já começou empolgante logo antes da bola rolar. Com o Hino Nacional – cantado a capela pelo público – o Brasil e a torcida já deram uma demonstração de como iriam encarar a partida.

Com mais da metade do time formado pelos times paulistas, o Brasil tinha que mostrar mais uma vez que era forte, mesmo sem suas principais estrelas que atuam na Europa.

Com Ralf e Paulinho como volantes titulares, o Brasil estava em entrosado do meio para frente, com Jadson armando a equipe para parceiros bem conhecidos para empurrar a bola para a rede. Com três atacantes, dois deles companheiros de clube, Lucas e Luis Fabiano o meia tinha a importante missão de abastecer os atacantes lá na frente. Sem esquecer é claro, de Neymar, mais vezes convocado na era de Mano Menezes, o camisa 11 do Santos, tinha jogadores bem conhecidos só que agora do seu lado.

E de tanto martelar, o Brasil conseguiu vencer, com gol de Neymar de pênalti, a primeira partida do Superclássico, no finalzinho.

A partida

Com o Brasil jogando pelas pontas com Lucas e Neymar, o Brasil começou pressionando a Argentina logo nos primeiros minutos. Tocando bastante a bola no meio campo, esperando uma brecha para um lançamento mais longo para os atacantes, a Seleção encurralava os Hermanos que pouco tocou na bola nos primeiros 20 minutos de jogo.

Jogadores do Brasil comemoram o primeiro gol marcado por Paulinho (Foto:Mowapress)

Apesar de acuada, os Hermanos eram bem consistentes na defesa, o Brasil chegava ao campo de ataque, mas tinha dificuldade para finalizar as jogadas. Mesmo com a posse de bola muito superior, o goleiro Oscar Ustari, do Boca Juniors, quase não teve trabalho na primeira metade do jogo.

E o volume de jogo do Brasil em nada preocupava a Argentina. Que quando teve uma chance de chegar a área do Brasil, fez. O jogador do Corinthians, colocou para dentro. Juan Martínez iniciou a jogada e tocou Clemente Rodríguez, pelo lado esquerdo, que cruzou de volta para o atacante que dominou e bateu forte, sem chance para Jefferson.

Não deu nem tempo para esfriar o ânimo da torcida. Dois minutos de levar o gol, o Brasil chegou ao empate. Depois de Lucas receber falta na intermediária, Neymar cruzou pela meia direita e Paulinho, impedido, cabeceou no canto para empatar o jogo.

Com os gols, a partida ganhou em qualidade, a Argentina começou a ficar mais com a bola, arriscando jogar mais no ataque e com o time adversário avançando, o Brasil passou a criar novas jogadas de ataque. Com Lucas criando bastante pela direita, o Brasil chegava, mas o erro no penúltimo passe impossibilitava novas chances de gols. Pelo outro lado, as únicas chances de gols eram de bola parada.

Uma partida com poucas faltas, apenas 17 no primeiro tempo, acabou sem nenhum minuto de acréscimo nos primeiros 45 minutos onde o Brasil dominou as ações, mas não criou jogadas de perigo ao gol de Ustari.

O segundo tempo começou equilibrado, com os Argentinos mais ofensivos. Tanto que a primeira boa chance de gol foi dos Hermanos. Uma cobrança de falta, rente à linha da grande área, mas a falta foi mal batida.

O jogo ficou truncado no meio de campo, com muita disposição dos Argentinos, o Brasil não chegava com perigo. As melhores chances saiam dos pés de Lucas, mas mesmo assim, a bola não chegava na área.

Somente aos 15 minutos, em uma chegada com Neymar que cruzou e a zaga tirou e depois com Lucas, que cruzou para Jadson bater por sobre o gol, o Brasil levantou a torcida que estava “jogando” com a Seleção durante todo o jogo.

Lucas tenta passar pela marcação. O atacante foi o mais melhor homem em campo (Wagner Carmo/Vipcomm)

Como o Brasil não criava perigo, Mano teve que mudar no time, para isso, sacou Jadson e colocou Thiago Neves, minutos depois tirou Luis Fabiano para entrada de Leandro Damião.

Apesar das mudanças, pouco se viu de novo dentro de campo. Muito bem marcado, o Brasil não conseguia nenhuma brecha para finalizar a gol.

E depois, de ter apoiado a Seleção durante todo o tempo, os torcedores resolveram protestar. Apos fazer a última alteração e tirar o melhor jogador em campo, Lucas, para colocar Wellington Nem, a torcida perdeu a paciência e começou a vaiar Mano e entoar “Felipão, Felipão Felipão”.

Depois de muito apertar, apertar, o Brasil conseguiu vencer a primeira partida do Superclássico. Depois de Desábato botar a mão na bola dentro da área, Carlos Amarilla marcou pênalti. Na cobrança, Neymar bateu firme e deu a vitória para a seleção Brasileira, evitando maiores vaias ao final da partida. Brasil 2 a 1 aos 48 do segundo tempo, para desespero dos Argentinos.

E ficou nisso, a segunda partida será realizada dia 03 de outubro, Argentina, na província de Resistencia.