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Nos pênaltis, São Paulo é derrotado no Mineirão

Rogério pega dois, mas jogadores de linha batem mal e São Paulo dá adeus a Libertadores 2015.

Por Vladimir Da Costa

E a luta acabou com um misto de sorte e incompetência. O Cruzeiro venceu o São Paulo após disputa de pênaltis, depois de empate no resultado agregado, e avançou às quartas de final da Copa Libertadores. A partida disputada nesta quarta-feira (13), no Mineirão, pelas oitavas de final, teve vitória do Cruzeiro por 1 a 0 e assim como na partida de ida, os donos da casa demonstraram superioridade e venceram pelo placar mínimo. Leandro Damião abriu o placar, no início do segundo tempo.

Jogadores do Cruzeiro comemoram classificação. (Marcus Desimoni/UOL)

Jogadores do Cruzeiro comemoram classificação. (Foto: Marcus Desimoni/UOL)

Nos pênaltis, Rogério Ceni fez mais que sua parte. Marcou e pegou dois pênaltis.  Defendeu a cobrança de Leandro Damião e do zagueiro Manoel, mas Lucão perdeu para o São Paulo e Gabriel Xavier definiu a vitória do time da casa. No fim o brilho maior foi de Fábio

A partida

O Cruzeiro viu a possibilidade de um bom início de jogo diante de um São Paulo muito desorganizado. Nos dez primeiros minutos, o time do interino Milton Cruz não teve meio de campo – Souza e Denilson tiveram muita dificuldade para marcar o meio de campo adversário e deixaram espaços.

Se o São Paulo não dominava o espaço no meio de campo, falhava no setor ofensivo. Pato buscou jogo,mas assim como Ganso, errava muitos passes e com isso o Cruzeiro chegava com mais facilidade ao gol adversário.

O Cruzeiro aproveitou a desorganização do São Paulo para pressionar. Teve oportunidades de finalização de diferentes ângulos e, ainda no início, conquistou uma sequência de escanteios que levou perigo ao gol de Rogério Ceni. O time bicampeão brasileiro, treinado por Marcelo Oliveira, ainda se aproveitou do espaço no meio de campo são-paulino em jogada individual do volante Willians: ele dominou no meio de campo e avançou, driblou dois adversários e finalizou por cima.

Mesmo com o domínio, o Cruzeiro teve dificuldade para entrar na área do São Paulo. Se meio de campo e ataque não funcionavam, a dupla de zaga formada por Rafael Toloi e Lucão marcou com precisão e fechou os espaços.

Apatia do São Paulo demonstrada em campo. Jogou para empatar e perdeu. (Foto: MARCUS DESIMONI / UOL)

Apatia do São Paulo demonstrada em campo. Jogou para empatar e perdeu. (Foto: MARCUS DESIMONI / UOL)

O São Paulo respondeu com Michel Bastos, que ja estava sentindo. O meia que não jogou na vitória por 1 a 0 no Morumbi, após ter contraído dengue, voltou na vaga do argentino Ricardo Centurión, como meia direita. Em cobrança de falta, Michel rematou forte de pé esquerdo e levou muito perigo ao gol de Fábio. Logo depois, fez jogada individual pela direita, invadiu a área do Cruzeiro e cruzou, levando perigo.

Na parte final do primeiro tempo, Willian teve duas boas chances: uma em cobrança de falta e outra em chute de fora da área, e em ambas ficou perto de atingir o gol de Ceni.

Os times voltaram do intervalo sem alteração. E o Cruzeiro prevaleceu. Logo nos primeiros minutos o time de Marcelo Oliveira passou a pressionar muito mais o São Paulo e pela primeira vez começou a entrar na área. O gol que abriu o placar sairia na sequência: Willian lançou Mayke na direita, que se valeu de desatenção de Reinaldo e dominou nas costas de Wesley; o lateral cruzou rasteiro para Damião, que finalizou para as redes na saída de Rogério Ceni.

Marquinhos quase ampliou logo depois para o Cruzeiro, novamente em finalização de fora da área que exigiu boa defesa do goleiro são-paulino.

A pressão dos donos da casa se manteve depois do primeiro gol, e o São Paulo se manteve desorganizado. Passou a ceder mais espaços para o Cruzeiro. Milton Cruz, então, trocou Pato por Luis Fabiano e Wesley por Centurión – na sequência, Bruno fez boa jogada pela direita e cruzou para Luis Fabiano que, na marca do pênalti, finalizou desequilibrado, para fora.

Nos minutos finais o ao ser contra-atacado e perdia em velocidade para os atletas do clube mineiro. No fim do jogo, De Arrascaeta perdeu a chance de definir a partida em bom contra-ataque que ele mesmo começou, mas o uruguaio perdeu chance incrível de garantir a classificação no tempo normal.

Com o resultado empatado com uma vitória por 1 a 0 na casa de cada adversário, o jogo foi para os pênaltis após os 90 minutos. Para o São Paulo, Rogério Ceni e Ganso coverteram; Souza e Luis Fabiano perderam. Centurión converteu o quinto. Para O Cruzeiro, Leandro Damião perdeu, em cobrança defendida por Ceni; Marquinhos,  De Arrascaeta e Henrique fizeram. Manoel perdeu o quinto. Nas alternadas, Lucão bateu muito mal e Fabio pegou. Como não é milagreiro, depois de pegar dois, Rogério não conseguiu defender a cobrança de Gabriel Xavier e pela sétima vez foi eliminado por uma equipe brasileira na Libertadores.