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Oswaldo de Oliveira não é mais técnico do Palmeiras.

Treinador não resistiu a pressão e foi afastado do cargo pela presidência do alviverde nesta tarde.

Por Paulo Edson Delazari
Oswaldo de Oliveira assume culpa pelo resultado negativo e vê cargo em perigo. (Foto: Gazeta Press)

Oswaldo de Oliveira assume culpa pelo resultado negativo e vê cargo em perigo. (Foto: Gazeta Press)

Pressionado e questionado nas últimas semanas, o treinador Oswaldo de Oliveira foi demitido do Palmeiras nesta terça-feira. Ele é o sétimo técnico demitido em seis rodadas do Brasileirão. O quarto na gestão Paulo Nobre.

A diretoria do clube alviverde ainda não anunciou o substituto, mas Marcelo Oliveira aparece como principal candidato ao posto, devido a proximidade com gerente de futebol Alexandre Matos, ex-dirigente do Cruzeiro.  Outra opção seria o técnico Cuca que está no futebol chinês.

Oswaldo viveu semanas de muita pressão no comando da equipe. O treinador havia ganhado uma sobrevida com a boa vitória sobre o Corinthians na arena rival, na quarta rodada. O empate com o Internacional e a derrota para o Figueirense, no entanto, foi a  gota d´água para demissão do treinador.

Em Santa Catarina, após o jogo contra o Figueira, Oswaldo afirmou estar tranquilo e confiante, apesar da pressão. De folga na segunda-feira, o técnico não retornou a São Paulo e seguiu direto para o Rio de Janeiro.

Oswaldo Números Palmeiras (Foto: Reprodução)

O treinador chegou ao Palmeiras em janeiro, com a expectativa de levar a equipe a brigar por todos os títulos na temporada por conta do alto investimento na formação do elenco. No total, 22 jogadores foram contratados em seis meses.

No Campeonato Paulista, o time viveu seu melhor momento. Venceu o Corinthians nos pênaltis na semifinal, na arena rival, mas viu o título escapar ao cair para o Santos logo na sequência.

No Brasileiro, empatou os dois primeiros jogos, contra Atlético-MG e Joinville, e perdeu o terceiro, para o Goiás. Muito pressionado, ganhou fôlego ao vencer o Corinthians na quarta rodada. O gás extra, porém, pouco durou.

Durante todo o período de incerteza, Oswaldo tentou mostrar tranquilidade. Sempre muito questionado nas coletivas de imprensa, o treinador usava o bom humor para passar confiança. Falou grosso algumas vezes, mas em nenhum momento conseguiu se livrar da pressão da queda cada vez mais iminente.

Oswaldo deixa o Palmeiras depois de 31 jogos. Foram 17 vitórias, sete empates e sete derrotas, com 50 gols marcados e 26 sofridos.