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Pressão desordenada deixa Palmeiras em alerta.

Nem mesmo com um homem a mais o verdão saiu do zero.

Por Paulo Edson Delazari

Luan e kleber disputam a bola (Foto: Nelson Antoine/ Ag. Estado)

O martírio parecia que chegaria ao fim, em 17 minutos, o torcedor palmeirense se encheu de esperança. Com um jogador a mais ainda no primeiro tempo – Kleber foi expulso -, o Verdão controlou todo o jogo, encurralou o Grêmio, criou chances, mas faltou o gol. Faltou só um gol. O empate por 0 a 0 aumenta o clima tenso e a pressão sobre a equipe, que tem presença constante na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Kleber quase ajudou o ex-clube. Vaiado pela torcida desde o momento em que seu nome apareceu no telão, o atacante recebeu cartão amarelo por reclamação, aos 12 minutos, e levou o vermelho, aos 17, depois de dar uma cotovelada em Henrique forma proposital.

Para o Grêmio um ponto valioso por atuar com um homem a menos por mais de 70 minutos. Com 41 pontos, os gaúchos estão a três do vice Fluminense e do líder Atlético-MG, que tem dois jogos a menos (encara o Corinthians neste domingo e o Flamengo, em duelo adiado, no dia 26).

Já o Palmeiras se animou, teve a partida nas mãos mas sufocou de maneira desordenada, um sufoco só por estar no campo do adversário, mas faltava conclusões certeiras, até Felipão reconheceu a deficiência do time, quando questionado.

“ Se tu me dizer que jogamos bem, eu não concordo, foi um borbardeio mas sem direção para as bombas, assim não acertamos o alvo, talvez seja a pressão dos pontos que temos,” Afirmou o técnico.

A necessidade de uma vitória para aliviar a pressão fez o Palmeiras colocar o Grêmio contra a parede. No embalo da torcida, que compareceu em número apenas razoável ao Pacaembu (o público total foi de 12.035 pessoas), mostrou vontade, lutou em todos os lances, mas não foi capaz de furar a boa marcação armada pelo Grêmio e construir uma vantagem mínima.

A torcida fez sua parte incentivando das arquibancadas, mas a não marcação do gol transformou incentivo em em nervosismo e vaias. Agora são quatro partidas sem vencer, desempenho que o mantém no grupo dos quatro piores, com apenas 17 pontos, em 17º lugar. O perigo de cair novamente para a Série B é cada vez mais real.

Perigo mesmo só aos 40 do segundo tempo, o lance que definiu o empate por 0 a 0. Barcos fez boa jogada pela direita, passou por um marcador e tocou por cobertura. A bola passou pelo goleiro gremista e caprichosamente beijou o travessão. Era o fim do jogo.

Felipão optou por um esquema com três volantes e acabou minando as forças ofensivas do time. Luan, de volta após 14 partidas, o estreante Tiago Real e o ídolo Barcos se destacaram, mas não puderam resolver. Os paulistas esbarraram na muralha construída por Vanderlei Luxemburgo em frente à área e só levaram perigo em chutes de longe de Artur e João Vitor.

Na próxima rodada, o Palmeiras volta a jogar em casa. Recebe o Sport, quinta-feira, às 21h, no Pacaembu. O Grêmio recebe o Atlético-GO, quarta-feira, às 20h30min, no estádio Olímpico.