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Repleto de reservas, São Paulo vence a Ponte em Campinas

Mesmo sem apresentar um bom futebol, tricolor vira pra cima da Macaca e agora foca na Libertadores.

Por Vladimir da Costa

Jogando fora de casa, o São Paulo, com um time cheio de mudanças, manteve o baixo volume ofensivo. Poupando jogadores para o jogo de quarta-feira, contra o San Lourenço, o tricolor não fez um bom primeiro tempo. O lado direito, com Rodinei e Biro Biro, era a principal opção ofensiva alvinegra e por ali saiu o gol de Roni. O tricolor ficou refém de um estilo de jogo de muito passe e pouca objetividade que não conseguiu chegar ao gol de empate.

Alan Kardec comemora o gol da vitória são-paulina contra a Ponte Preta. (Foto: Helio Suenaga / Gazeta Press)

Alan Kardec comemora o gol da vitória são-paulina contra a Ponte Preta. (Foto: Helio Suenaga / Gazeta Press)

O segundo foi parecido, com a Ponte mais ativa no ataque, mas sem aproveitar as chances criadas. O São Paulo, não jogou bem, teve duas chances e fez dois gols. Paulo Miranda e Alan Kardec marcaram os gols da vitória são-paulina diante da Macaca, que segue como vice-líder do grupo 2, com 15 pontos. O São Paulo chegou aos 23 pontos e mantém a liderança do grupo 1.

No meio de semana o São Paulo que poupou diversos jogadores hoje, terá mais um confronto decisivo na Libertadores, contra o San Lourenço, na quarta-feira.

A partida

Jogando com um time recheado de reservas, o São Paulo começou melhor, atuando pela direita com Boschilia e Cafu, o tricolor não conseguia acertar no cruzamentos e no primeiro ataque da Ponte Preta, o placar foi aberto.

Aos 10 minutos, Após tabelar com Biro Biro, Rodinei levantou na área. A bola passou por todo mundo até Roni aproveitar descuido de Auro e desviar de cabeça para as redes. A ironia é que Roni ainda pertence ao tricolor paulista.

Roni comemora com seus companheiros o gol marcado no primeiro tempo. (Foto: Helio Suenaga / Gazeta Press)

Roni comemora com seus companheiros o gol marcado no primeiro tempo. (Foto: Helio Suenaga / Gazeta Press)

O São Paulo tinha mais com a bola, mas a Ponte Preta era mais incisiva no ataque. Pela direita, a macaca ia criando os espaços. Aos 15 minutos, Rodinei tabelou com Rildo e soltou a bomba dentro da área. Com a mão fechada, Rogério Ceni salvou mais uma chegada do adversário.

O São Paulo trocava passes, mas não conseguia chegar perto do gol defendido por João Carlos. A Macaca seguia bem armada e esperava mais um vacilo do tricolor para fazer o segundo. Aos 25 minutos, quase conseguiu. Bruno Silva carregou a bola, ninguém do São Paulo chegou para marcá-lo e ele arrisca de longe. A bola encobre Rogério Ceni, que estava adiantado, e carimbou o travessão.

Apesar de maior posse de bola do time são-paulino, a Ponte dominava o jogo. Não sofria na defesa e quando chegava a frente era mais perigosa.

A  Ponte começou bem o segundo tempo e chegou primeiro ao gol adversário. Aos cinco minutos, a bola ficou com Bruno Silva puxar contra-ataque. O volante passa para Roni, que levou para a esquerda e arriscou. Ceni cai bem para defender o chute.

O goleiro tricolor passou a trabalhar. A Macaca era muito superior e passou a criar mais chances de gol. Aos 13 minutos, Roni deu um drible desconcertante em Edson Silva, e ficou livre para marcar, mas o chute saiu fraco. Minutos depois, foi a vez de Bruno Silva ser travado por Lucão dentro da área.

Jogadores do São Paulo atentos no cruzamento. O tricolor venceu fora de casa. (Foto: Marcos Ribolli)

Jogadores do São Paulo atentos no cruzamento. O tricolor venceu fora de casa. (Foto: Marcos Ribolli)

O São Paulo só chegou com perigo aos 20 minutos, depois que Thiago Mendes cobrou bem a falta e João Carlos colocou para escanteio. Na cobrança, a bola foi tocada de lado, e Thiago colocou nos pés de Paulo Miranda, com tranquilidade, de pé esquerdo tirar do goleiro para empatar a partida em Campinas.

Depois do gol, Muricy sacou Hudson e colocou Rodrigo Caio. O polivalente jogador voltou a jogar depois de sete meses em recuperação devido uma cirurgia no joelho.

O empate deixou a partida mais equilibrada. A Ponte era perigosa nos contra-ataques, criava, mas não acertava o gol. Aos 34 minutos, em nova chance de Roni, quase o segundo gol. A bola passou rente o gol de Rogério.

O São Paulo chegava pouco, tocava muito no meio campo, mas quando criou, virou a partida. Em jogada rápida pela esquerda, Ewandro cruzou na medida para Alan Kardec marcar, de peito, seu terceiro gol no Paulistão.

O gol no fim deu tranquilidade para o tricolor que continuou com seu estilo. Agora na frente, passou a tocar de lado, sem objetividade, mas com a vantagem no placar, apenas esperando o final do jogo.