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São Paulo jogou como nunca e perdeu como sempre

São Paulo perde a segunda na Libertadores e se complica para avançar à próxima fase

Por Vladimir da Costa

Precisando vencer para respirar no grupo, o São Paulo foi à Argentina para enfrentar o Arsenal, em jogo válido pela quarta rodada da primeira fase e não teve vida fácil, ainda mais com o desfalque de Luis Fabiano, expulso no último jogo.

Corajoso e eficiente, Campestrini foi o nome do jogo (Foto: Iván Fernández/EFE)

Num acanhado estádio, com uma torcida pouco empolgante e um gramado de alto nível, o São Paulo fez uma partida de igual pra igual numa partida aberta, com boas chances de gols durante todo o jogo. Muito mais devido as falhas da defesa, do que qualidade dos ataques das duas equipes e o tricolor paulista falhou mais, perdeu as chances que teve e acabou perdendo a partida na Argentina.

A grande diferença da partida foi no gol, não que Rogério tenha falhado, pelo contrário, fez boas defesas, mas nada comparado com as diversas intervenções que Campestrini fez na partida. Em pelo menos quatro oportunidades o goleiro argentino pegou tudo e mais um pouco e evitou a derrota de sua equipe, que depois da vitória de hoje, passou a sonhar com a próxima fase, que ficou mais difícil para o São Paulo. Já o Arsenal, das poucas chances que teve na partida não desperdiçou e colocou pra dentro, vencendo por 2 a 1, colocando em xeque a permanência de Ney Franco no comando tricolor

A partida

Pensando em conter o ímpeto dos donos da casa, praticamente fora da Libertadores, o São Paulo buscou cadenciar os primeiros minutos da partida. Tocando de lado o tricolor buscava ficar com a bola, mas as furadas da equipe quase colocaram tudo a perder logo no inicio da partida.

No primeiro lance de perigo, Douglas furou e Benedetto mandou uma pancada pra fora. Na segunda falha, Toloi errou a bola e Furch, sozinho, na frente de Rogério Ceni, mandou pra fora.

O tricolor retribuiu o favor e também desperdiçou grande chance. Aos nove minutos, Osvaldo pela direita recebeu na área e colocou para Aloísio na cara de Campestrini, mas o goleiro do Arsenal fez grande defesa, evitando o gol.

O jogo crescia em emoção, com os dois times precisando da vitória, as defesas eram as grandes vilãs. O Arsenal teve duas boas chegadas. Na primeira, Carbonero recebeu passe na entrada da área pela direita e bateu firme, mas Rogério Ceni fez boa defesa. Na outra, Marcone pegou rebote de fora da área e bateu firme e a bola passou rente a trave.

Denilson disputa a bola com Ortiz do Arsenal. O São Paulo sofreu pra criar no meio campo(Foto: Juan Mabromata/AFP)

A parida seguiu aberta. Em nova jogada de ataque tricolor, Osvaldo recebeu na entrada da área e tocou para Aloísio, em velocidade, dentro da área do Arsenal, mas Campestrini saiu nos pés do camisa 19 e salvar mais uma. Minutos depois, na bola parada foi a vez de Rafael Tolói tentar, em cobrança de falta da intermediária, o zagueiro bateu forte, mas bola foi pra fora.

Os últimos 15 minutos foram de muito perde ganha e bolas disputadas no meio campo. O São Paulo forçava as jogadas pelo meio, sem presença dos laterais, principalmente de Douglas, que não fez uma jogada de linha de fundo no primeiro tempo. E o 10 do tricolor, não conseguiu desempenhar o bom futebol dos últimos jogos e mais marcou do que criou.

Segundo tempo

Os 45 minutos finais começaram como no inicio do jogo, muita correria mas pouca efetividade ofensiva e com isso. O São Paulo só levava perigo quando Osvaldo pegava na bola. Aos oito minutos, o recém-convocado para a Seleção no lugar de Lucas machucado, pegou em velocidade, cortou para o meio e bateu firme, mas o goleiro argentino fez outra boa defesa na partida, salvando sua equipe.

Percebendo que o São Paulo sofria na defesa e tinha pouca força do meio campo, Neu Franco foi ousado e colocou os meias Ganso e Maicon, no lugar do zagueiro Lúcio e do lateral Douglas. Com isso o polivalente Rodrigo Caio veio para a lateral e o São Paulo passou a atuar no 4-4-2.

Logo no primeiro ataque com a nova formação o tricolor quase marcou. Aloisio recebeu na direita e bateu firme, mas o goleiro pegou, no rebote, Jadson passou pelo zagueiro e de dentro da área, soltou a bomba, mas novamente Campestrini fez ótima defesa, no reflexo, salvando novamente sua equipe.

E no momento que o São Paulo era melhor, quem marcou foi o Arsenal. Numa blitz dentro da área tricolor, Ortiz pegou bem na bola e fez o primeiro gol da partida. Após chute forte de Carbonero na ponta direita, Rogério Ceni fez boa defesa. Os argentinos ficaram com a sobra na entrada da área, até que Ortiz, livre de marcação pegou firme, sem chances para o goleiro tricolor.

O empate veio rápido, depois de boa jogada de Osvaldo pela direita e tocou para o meio, Aloisio bateu para o gol, mas novamente Campestrini fez a defesa, só que a bola ficou viva e o camisa 19 cabeceou para empatar a partida.

O São Paulo seguia melhor apesar do Arsenal de Sarandí ser mais perigiso. Aos 33 minutos Furch recebeu cruzamento na área do São Paulo e cabeceou à queima-roupa sobre Rogério Ceni, que faz grande defesa, no rebote, Aguirre bateu colocado e a bola passou rente da trave.

Num contra-ataque rápido com o incansável Osvaldo, que ganhou na corrida do marcador, chegou na área e cruzou, a bola chegou em Aloisio e passou pelo goleiro, o atacante viu a bola entrando lentamente para o gol, mas o zagueiro chegou para tirar o gol feito, mais uma boa chance perdida do atacante tricolor.

Jogadores do Arsenal comemoram o segundo gol, já no final da partida (Foto: Iván Fernández/EFE)

Minutos depois a bola puniu o tricolor. Após cobrança de falta do time argentino na meia direita, a zaga do São Paulo afastou mal e Braghieri pegou a sobra e e primeira, sem chances para Rogério Ceni defender, marcou um belo gol, o segundo do Arsenal.

Não dava tempo para mais nada e a partida acabou e o a disputa pelo segundo lugar no grupo ficou acirrada. São Paulo, Arsenal e The Strongest tem quatro pontos. Daqui à 15 dias, o São Paulo vai a Bolívia pegar o The Strongest na altitude e o Arsenal pega o 100%, Atlético-MG.