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Um massacre ao melhor estilo Alemão diante do Barça

Bayern não toma conhecimento do Barcelona e atropela de novo, agora no Camp Nou

Por Vladimir da Costa

Na segunda partida da grande semifinal da Champions League desta temporada, os mais de 96 mil torcedores que estiveram presentes no Camp Nou não esperavam pelo que estava por vir. No inicio era um misto de angustia e esperança, que dava pra chegar, mas alguma coisa de muito especial tinha que acontecer, assim como a festa tão comum que acontece antes dos grandes jogos no velho continente, mas isso não veio, o que viram foi outro massacre do Bayern de Munique que não teve dó e goleou, de novo a equipe catalã.

Com Messi lesionado e com a enorme vantagem conquistada no jogo da ida, o Bayern ficou muito a vontade dentro de campo. Jogando ao melhor estilo Barcelona, colocou os donos da casa na roda.

Robben é abraçado por seus companheiros depois de abrir o placar na goleada do Bayern (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)

Robben sempre que tinha a bola era perigoso e em duas jogadas bem trabalhadas liquidou o irreconhecível Barcelona que foi totalmente dominado pelo Bayern durante quase toda a partida.

O primeiro gol veio com o próprio holandês, que fez sua jogada características e mandou para o fundo da rede. No segundo, uma jogada bem trabalhada na intermediaria, Luiz Gustavo achou Ribery livre e tocou, o francês cruzou para o meio da área e Pique tentou tirar, mas pegou de joelho e colocou pra dentro do gol de Valdes. Passados dois minutos, virou goleada.

Ribery fez ótima jogada e cruzou para Miller subir e marcar o terceiro para desespero de toda equipe catalã que parecia não acreditar no que estava vendo.

A partida

O Bayern começou a partida marcando no campo de defesa do Barcelona, dificultando a saída de bola do time catalão que não conseguia passar do meio campo. Com Muller e Ribery o time da Bavária era mais perigoso nos primeiros minutos da partida, principalmente pela esquerda.

Os primeiros minutos foram de estudo. Os donos da casa não conseguiam impor seu ritmo e a partida estava equilibrada, com as duas equipes se alternando no controle da partida. Diferente do que o Barça normalmente faz quando tem a bola, que é de tocar até achar espaço para agredir o adversário, acelerava a partida, assim como o Bayern que era mais perigoso quando chegava perto do gol. Em uma delas, Schweinsteiger fez passe em profundidade na área para Robben, que partiu em velocidade, mas na hora do chute foi travado por Pique, que ficou com a bola.

Bem Marcado, Cesc Fabregas pouco ajudou o Barça (Foto: AFP/Javier Soriano)

Passados 20 minutos, a partida seguia equilibrada, assim como a posse de bola, coisa rara para os espanhóis, acostumados a ter a bola nos pés boa parte da partida.

Aos 23 minutos, finalmente o Barcelona assustou, em chute de longe de Pedro que Neuer defendeu. Três minutos depois, Daniel Alves, cruzou no meio da área para Fabregas. Ele dominou de peito e a bola escapou, caindo nos pés de Xavi, que finalizou da pequena área para fora. Foi a melhor chance do Barça na partida.

Aos poucos o Barcelona ia melhorando na partida, passando a jogar pelas pontas, com Daniel Alves, que passou a aparecer mais na partida, mas a forte marcação dos alemães impediam o sucesso dos espanhóis.

Apesar da pressão do Barça, o goleiro Neuer tinha trabalho na partida. As jogadas não chegavam dentro da área e assim foi até o final da primeira etapa. Um Barça desesperado para um concentrado e focado Bayern que precisava apenas de mais 45 minutos para ir para a tão sonhada final em Wembley.

Segundo tempo

Para a segunda etapa, Tito Vilanova tinha uma carta na manga, mas não podia utilizar, Messi voltou do intervalo e foi direto para o banco, para tristeza de seus torcedores.

Tristeza que foi consumada nos quatro minutos do segundo tempo. Valdes deu um chutão pra frente, a zaga ficou com ela e Alaba lançou para Arjen Robben. O holandês partiu em velocidade, entrou na área, cortou para o meio, passando de Adriano e bateu colocado, sem chances para o Valdes que pulou, mas não achou nada. Agora, o Barcelona precisava de seis milagres para avançar para a final da Champions.

O gol “murchou” o Barcelona que caiu muito de rendimento. Diferente do que se viu no final da primeira etapa. Quem passou a atacar com mais ímpeto e ficar trocando passes no campo de ataque era o Bayern que ouvia sua torcida gritar “Olé” dentro do campo do Barça.

Jupp Heynckes técnico do Bayern, conversa com Franck Ribery. O francês participou de dois gols. (Foto: Reuters)

O Bayern de Munique anulava o meio campo do Barcelona que não conseguia criar uma jogada de ataque. E vendo que a fatura já tava liquidada, o técnico alemão sacou o pendurado Schweinsteiger para por em seu lugar o brasileiro Luiz Gustavo.

O Bayern estava em casa. Jogava livre leve e solto. Aniquilou o “perdido” Barcelona.

Luiz Gustavo fez passe em profundidade na grande área para Ribery que dominou, olhou e cruzou. Pique, tentou afastar o perigo, mas pegou de joelho e colocou contra o patrimônio. 2 a 0 para os alemães.

Sem saber o que fazer com a bola a equipe catalã abusava dos chutões, diferente dos bávaros, que tocavam consciente e não demorou muito para chegar ao terceiro.

Ribery novamente pela ponta esquerda, passou por Song e cruzou na pequena área. Muller subiu mais que todo mundo e consciente cabeceou para fazer história contra o Barça. Incríveis 7 a 0 no agregado para o Bayern.

Com a goleada, o time visitante resolveu tirar o pé e somente por isso, o Barcelona passou a atacar e a chegar perto do gol de Neuer, que chegou a fazer duas defesas sem problemas.

E para sorte do Barcelona a partida chegou ao fim. E para felicidade do avassalador Bayern de Munique chega a sua terceira final de Champions League em quatro anos. A final será no dia 25 de maio, em Londres, contra o Borussia Dortmund

Jogadores se abraçam depois de atropelaram o Barcelona no Camp Nou (Foto: AFP/Luis Gene)