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Vida de presidente é dura, mas não igual ao do Palmeiras

Em entrevista, Paulo Nobre admite não ter só problemas financeiros no Palmeiras

Por Vladimir da Costa

Se a vida do palmeirense não anda fácil, o que dizer do presidente do clube? Uma semana após ser eleito, Paulo Nobre, quando viu o balanço financeiro do clube deve ter tomado um susto, se já não bastasse o rebaixamento para a serie B do brasileiro e, consequentemente, a queda que ela trará nas receitas e na visibilidade do clube no segundo semestre, a cada dia, uma notícia negativa chega ao clube, seja por derrota, agressões ou por reforços, que não chegam ao Verdão.

A salvação, se assim podemos dizer, seria a Taça Libertadores, que todo torcedor paulista gosta de participar e que trás visibilidade e que trás dinheiro para os cofres do clube, mas passadas três rodadas do torneio, ficou claro e evidente que se o clube quiser passar chegar longe, terá de trazer bons reforços. E é exatamente essa a parte que complica a vida do presidente.

Paulo Nobre confirma problemas, mas segue confiante no fortalecimento do elenco (Foto: DIVULGAÇÃO)

Se não bastasse a falta de dinheiro, a paciência do torcedor foi embora, e jogadores passaram a ser alvos fáceis para a fúrias de “torcedores”, que sem motivo algum, começaram a agredir profissionais que apenas desempenham suas funções dentro do clube que os contratou. Fabinho Capixaba foi o bode expiatório da vez ao se envolver em briga com torcedores de uma facção organizada do clube após o treinamento, em frente a sede social do Verdão. Ele desmentiu, até para não agravar ainda mais o fato e de certa forma foi desmentido hoje pela mesma torcida. Quando chegava para mais um dia de trabalho, foi hostilizado na entrada do centro de treinamento, na Barra Funda,  e,  só não foi agredido por intervenção dos seguranças do clube que acompanhavam tudo de perto.

O mandatário do Palmeiras não só lamentou o fato, como mandou um recado para a torcida organizada que neste momento é quem mais está prejudicando o desempenho dos atletas dentro de campo.

– Não havendo violência, não havendo ameaças, intimidação física, depredação do patrimônio, o torcedor tem sempre razão. Seria muito importante ter a torcida toda ao nosso lado hoje porque o time cresce quando isso acontece. Precisamos ver a conscientização do torcedor, que fazendo isso não vai ajudar em nada. Que pressionando não vai ajudar, disse Nobre.

Nesta terça-feira, o mandatário alviverde lamentou o ocorrido e diz que a pressão exagerada da torcida só prejudica o clube. Além do lateral-direito, Valdivia e Luan são alvos de protestos por parte da torcida e Paulo Odone confirmou que o clube, a principio, não deve tomar medidas para coibir o atrito entre atletas e torcedores.

Fabinho Capixaba, o alvo da organizada

– O que vamos fazer? Colocar um segurança com cada jogador? Temos de entender que descarregar em cima do elenco não vai fazer voltar atrás. O elenco não consegue porque tem dificuldade. Inicio de temporada é normal oscilar. O torcedor está muito chateado, auto-estima baixa pelo rebaixamento, mas passado já passou Esse atual elenco é o que vai trazer o Palmeiras de volta para a primeira divisão – afirmou.

O principal temor de Paulo Nobre é que “fortes” cobranças em cima dos jogadores, dificulte ainda mais que novos jogadores vistam a camisa do Verdão. Além de Capixaba, no ano passado o volante João Vitor foi agredido pela mesma torcida organizada.

– Tem jogador que fica inseguro de vir, alguns patrimônios do clube que querem ir embora. E quando o atleta que ir embora ele desvaloriza no mercado. Esse tipo de coisa só prejudica o clube.